By Adriana Brescindi
Bilingual Article: English and Portuguese

In 2002 Brazil added a second official language; the libras, which is Brazilian sign language. In 2017 a regulation was created that mandated telephone companies to offer interpreting services to the deaf and hearing impaired. This service helps them to make phone calls to complete every day issues such as talking to family members and friends, setting up medical appointments and making phone calls to companies for complaints. The only thing we cannot interpret is personal information regarding finances or medical appointments, excluding results to protect personal information. This is done by using an app called Central de libras. With a simple click on their smartphone a video call begins with a sign language interpreter who mediates their calls by using Portuguese and Brazilian sign.

Being a part of this new endeavor has taught me the power and impact that clear communication has. I have learned that each person has a different level of fluency and dialect in their own mother tongue. This requires persistence, patience and interest on behalf of the interpreter so that we can fully grasp what others have to say. However, connecting with others is more important than having a huge vocabulary. Nonetheless, I strive to improve my signaling, my English and my Portuguese in order to understand and to be easily understood.

I started learning sign language to be useful to others. At home, I would read the dictionary and paste pictures to aid in memorization. I attended Jehovah’s Witness meetings three times a week where I had contact with the fascinating Deaf culture and made many friends. Shortly thereafter I met a young deaf woman who did not leave her house and never went to school. Each week I shared with her what I was learning, and in turn she learned her own language, became literate, and helped me to become an interpreter.

I hope that in the future more people will learn sign language, so the deaf will experience real inclusion and we interpreters will work in increasingly targeted sectors such as the legal, hospital and artistic areas. By learning sign you will be able to interact with thousands of Deaf and hearing impaired people and with many interpreters. You will have access to a new culture, a unique way of life and you will learn a visual-spatial language.

Recommendations

Teaching is the best way to learn. The sites that helped me the most and still do in both sign language and in English are: YouTube where I watch natives and copy the way they express themselves and Jw.org which owns articles with audio, subtitled videos, and all of the content is available in almost 1000 languages including multiple sign languages. While studying by yourself is very useful, having interaction is imperative. Whenever I can I practice with teachers to have individualized attention.

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A experiência de uma intérprete de língua de sinais no Brasil

Desde 2002 o Brasil tem uma segunda língua oficial, a libras, que é a língua brasileira de sinais. Em 2017, foi criado um regulamento que obriga as empresas de telefonia a oferecer serviços de interpretação a surdos e deficientes auditivos.  Este serviço possibilita que eles realizem suas atividades diárias por meio de chamadas telefônicas, como conversar com familiares e amigos, marcar consultas médicas e fazer suas reclamações no SAC de empresas. A única coisa que não podemos interpretar são informações pessoais referente a transações financeiras e resultado de exames médicos. Isso é feito usando um aplicativo chamado Central de Libras. Com um simples toque na tela do smartphone inicia-se uma videochamada com um intérprete de libras que faz as ligações e a intermediação nos dois idiomas: português e libras.

Fazer parte desse novo empreendimento me ensinou o poder e o impacto que uma comunicação clara tem. Eu aprendi que cada pessoa tem um nível diferente de vocabulário e de fluência em sua própria língua materna. Requer persistência, paciência e interesse do intérprete para que ele possa compreender totalmente o que os outros têm a dizer. Com certeza conectar-se com outros é mais importante do que ter um vasto vocabulário. Por isso, eu me esforço para melhorar minha sinalização, meu inglês e meu português para entender e ser facilmente entendida.

Comecei a aprender a língua de sinais para ser útil para os outros. Em casa, eu lia o dicionário e colava imagens para ajudar na memorização. Assistia às reuniões das Testemunhas de Jeová três vezes por semana, onde tive contato com a fascinante cultura surda e fiz muitos amigos. Pouco tempo depois, conheci uma jovem surda que não saia de casa e nunca tinha frequentado à escola. Toda semana eu compartilhava com ela o que eu estava aprendendo, assim,  ela aprendeu sua própria língua, tornou-se alfabetizada e me ajudou a me tornar uma intérprete.

Eu espero que no futuro mais pessoas aprendam a língua de sinais, assim, os surdos experimentarão uma real inclusão  e nós intérpretes atuaremos em setores cada vez mais direcionados como as áreas jurídica, hospitalar e artística. Aprendendo sinais você poderá interagir com milhares de usuários desse idioma e com muitos intérpretes. Terá acesso a uma nova  cultura, um modo de vida ímpar e aprenderá um idioma espaço-visual.

Recomendações

Ensinar é a melhor forma de aprender. Os sites que mais me ajudaram e ainda ajudam tanto em língua de sinais quanto em inglês são: Youtube onde assisto a nativos e copio o modo que eles se expressam e Jw.org: que possui artigos com áudio, vídeos legendados e todo conteúdo está disponível em quase 1000 idiomas incluindo várias línguas de sinais.

É muito útil estudar sozinho mas ter interação é imperativo. Sempre que posso eu pratico com professores para ter uma atenção individualizada.

 

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